quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Banco de Livros Escolares Brasileiros (LIVRES)


Acervos da Biblioteca do Livro Didático (BLD) e Coleções Especiais

O acervo da Biblioteca do Livro Didático (BLD) – é constituído por aproximadamente 12 mil volumes. Único em número, diversidade e antiguidade no Brasil da área de Educação, é composto de exemplares datados desde o século XIX até os dias atuais. Objeto de
“múltiplas facetas”, o livro didático pode ser pesquisado como produto cultural, mercadoria ligada ao mundo editorial, suporte de conhecimentos escolares propostos pelas disciplinas escolares, ou, ainda, como veículo de um sistema de valores, de uma ideologia ou de uma cultura.

Representa um material ímpar para pesquisas de diferentes áreas, como pedagogia, história, ciências políticas e econômicas, sociologia, linguística entre outras.

IMPORTANTE

Consultas às coleções:
– Coleção do Livro Didático, Paulo Bourroul e Macedo Soares e outras


http://www4.fe.usp.br/biblioteca/acervos/biblioteca-do-livro-didatico

quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Filme - O Principe Valente - Saco de Pancadas

O Príncipe Valente Saco de Pancadas 

Horácio, 12 anos, era conhecido como o "príncipe peste". Adorava aprontar travessuras para chamar a atenção de seu pai, o rei. Ao passear na sua carruagem exige que um pobre garoto órfão, Jemmy e sua irmãzinha, Amyrosse, lhe dessem os ratos que estavam vendendo. Jemmy se recusou e Horácio, 12 anos, era conhecido como o "príncipe peste". Adorava aprontar travessuras para chamar a atenção de seu pai, o rei. Ao passear na sua carruagem exige que um 

pobre garoto órfão, Jemmy e sua irmãzinha, Amyrosse, lhe dessem os ratos que estavam vendendo. Jemmy se recusou e Horácio fez dele "saco de pancada" (o príncipe aprontava 

e Jemmy apanhava)! Jemmy, educado e inteligente, decide fugir e Horácio o segue. 

Tornam-se amigos enquanto o rei o procurava por toda a parte.



https://www.youtube.com/watch?v=qesN7LixdSY




segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Ofício do Historiador

 Profa. Maria Helena Capelato

A jornalista Mônica Teixeira ouve a historiadora Maria Helena Capetalo sobre a profissão de historiador. Professora Titular do Departamento de História da FFLCH / USP, Capelato aborda, entre outros temas, o papel do historiador como investigador e a ampliação do mercado de trabalho para além da docência.

25 de maio de 2015

https://www.youtube.com/watch?v=deVwuwS5Gqg

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Filme "Adeus Meninos"

“Adeus Meninos
Sinopse. Há momentos da história que a força bruta, a crueldade opressiva, o preconceito e a insensatez dos homens vingam sobre a humanidade, gerando guerras sangrentas e de efeitos irreversíveis. Adeus, Meninos (Au Revoir  Enfants), escrito, produzido e dirigido por Louis Malle, é um filme que com sensibilidade expressiva, mostra um desses momentos negros da história, a Segunda Guerra Mundial.

Filme de 1987, Adeus, Meninos é o retrato de uma França ocupada pelos nazistas, dividida entre os que resistiam à ocupação e os que a aceitavam passivamente, até colaborando com os invasores, delatando e denunciando vizinhos, amigos e patriotas.
No meio do preconceito gerado pela insanidade nazista, esteve a perseguição e o extermínio ao povo judeu. O filme de Louis Malle traz uma história delineada em fatos reais, vividos pelo diretor aos 12 anos, quando ele estudava em um colégio carmelita perto de Fontainebleau. Traz a Segunda Guerra Mundial como pano de fundo, mas o cenário é um colégio católico, internato de crianças ricas francesas. A amizade de Julien Quentin (Gaspard Manesse) e Jean Bonnet (Raphael Fejto), o primeiro, um menino cristão de família rica, o segundo um menino judeu refugiado no colégio para fugir à perseguição nazista, comove pela sua ingenuidade juvenil, sincera diante de tempos de preconceito e obscuridade. O perigo é iminente, mas a amizade de ambos suaviza o fantasma devastador da guerra. Mesmo diante da tragédia que se instalará a qualquer momento, há tempo para a descoberta da amizade, da adolescência que assim como os nazistas, está à porta, da intelectualidade da vida, das diferenças culturais e, principalmente, do grande amor fraterno que une as pessoas em momentos de penúria e perigo. Mesmo diante de uma temática com um fim pungente, Louis Malle constrói uma história forte e lírica, com uma sensibilidade ímpar e delicada, sem em momento algum se prostrar diante do melodrama, sem recorrer ao sentimentalismo óbvio, fazendo do filme um dos melhores da década de 1980, e um dos melhores do cinema francês de todos os tempos.
Para saber mais sobre o filme visitar o site: http://jeocaz.wordpress.com/2009/02/28/adeus-meninos

sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Programa do Curso

Programação 

Objetivos do curso:
Discutir a escrita da história da educação no Brasil, analisando as tendências históricas e atuais do campo. Refletir sobre fontes impressas e orais, interrogando-se a respeito de seus aspectos teórico-metodológicos específicos. 
Abordar a importância dos arquivos históricos e escolares para guarda, produção e socialização de acervos documentais.

Setembro

Dia 02 (Aula 1) – Apresentação da proposta do curso
a) Apresentação da professora;
b) Apresentação dos alunos(as) e dos  projetos;
c) Levantar num quadro as fontes que serão utilizadas e os referenciais teóricos metodológicos até então definidos nos projetos elaborados pelos estudantes;
d) Apresentação e discussão dos eixos e de um programa de curso;

Dia 09 (Aula 2) - Historiografia da educação brasileira: constituição histórica do campo e sua configuração atual
1) Apresentação do programa do curso
2) A constituição histórica do campo

Bibliografia obrigatoria:
VIDAL, Diana G.; FARIA FILHO, Luciano M. História da educação no Brasil: a constituição histórica do campo (1880-1970). Revista Brasileira de História, v. 23, n. 45, 2003, p. 37-70.

Bibliografia complementar:
CARVALHO, Marta M. C. A configuração da historiografia educacional brasileira. In: FREITAS, Marcos Cezar (org.). Historiografia brasileira em perspectiva. São Paulo: Contexto; Bragança Paulista: EDUSF, 1998, p. 329-353.
KUHLMANN JR., Moysés. Raízes da historiografia educacional brasileira (1881-1922). Cadernos de Pesquisa, n. 106, mar. 1999, p. 159-172.
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S010015741999000100008&script=sci_abstract&tlng=pt
MONARCHA, Carlos. História da educação brasileira: atos inaugurais. Horizontes, n. 14, 1996, p. 35-44. 
WARDE, Mirian J.; CARVALHO, Marta M. C. Política e cultura na produção da história da educação no Brasil. Contemporaneidade e educação, ano V, n. 7, 1º sem. 2000, p. 9-33.

a) Tendências atuais
CATANI, Denice B.; FARIA FILHO, Luciano M. Um lugar de produção e a produção de um lugar: a história e a historiografia divulgadas no GT História da Educação da ANPEd (1985-2000). In: GONDRA, José Gonçalves (Org.) Pesquisa em História da Educação no Brasil. Rio de Janeiro: DP&A, 2005, p. 85-112.
SAVIANI, Dermeval. História e historiografia da escola pública no Brasil: um olhar a partir da história das ideias pedagógicas. Conferência de abertura do VI Seminário HISTEBDR, Aracajú, mimeo, 2003, 8p
BICCAS, Maurilane S.; GALVÃO, Ana Maria de O; GONDRA, José Gonçalves; ZERBINATTI, Dislane de M. A produção da história da educação na Revista Brasileira de História da Educação (2001-2007). v. 8, n. 1 [16] (2008)
http://www.rbhe.sbhe.org.br/index.php/rbhe/search/authors/view?firstName=Maurilane%20de%20Souza&middleName=&lastName=Biccas&affiliation=Universidade%20de%20São%20Paulo&country=

Dia 16 (Aula 3) - A escrita da história da educação - Operação historiográfica

Bibliografia obrigatória:
CERTEAU, M. A operação historiográfica. In: _____. A escrita da história. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1982, p. 65-119.
VIDAL, Diana G. Michel de Certeau e a difícil arte de fazer história das práticas. In: FARIA FILHO, Luciano M. (org.). Pensadores sociais e história da educação. Belo Horizonte: Autêntica, 2005, p. 257-284.
VIDAL, Diana. Michel Certeau. Vida e Obra. Este documentário, de realização brasileira, realiza um análise cautelosa da vida e obra do intelectual francês Michel de Certeau. Visando suas contribuições, sobretudo, para os estudos historiográficos, sendo este considerado um dos inauguradores da historiografia, o estudo da escrita da História e suas práticas de produção. https://www.youtube.com/watch?v=21PXfrJCojQ

Bibliografia complementar:
LE GOFF, Jacques. História [O oficio do historiador; A história hoje]. In: _____ . História e memória. Lisboa: Edições 70, 2000, p. 100-140.
CHARTIER, Roger; LE GOFF, Jacques; REVEL, Jacques. A História Nova. 5ª. edição – São Paulo: Martins Fontes, 2005, p.17-84. 
FARGE, Arlete. O sabor do Arquivo. São Paulo: Edusp, 2009.

Dia 23  (Aula 4)  - Fontes impressas: questões teóricas e metodológicas
a) Procedimentos metodológicos na análise de documento textual, Legislação.
Bibliografia obrigatória:
THOMPSON, Edward Palmer. Senhores e Caçadores: a origem da Lei Negra. RJ: Paz e Terra, 1987, p.217-341.
FARIA FILHO, Luciano M. Fazer história da educação com E. P. Thompson: trajetórias de um aprendizado. In: _____. (org.). Pensadores sociais e história da educação. Belo Horizonte: Autêntica, 2005, p. 239-256.

Bibliografia complementar:
THOMPSON, E. P. Costumes em Comum: Estudos sobre a cultura popular tradicional. São Paulo: Companhia das Letras, 1998, p.86-149.
FARIA FILHO, Luciano M; BERTUCCI, Liane Maria. Experiência e cultura de E. P. Thompson para uma história social da escolarização. Currículo sem Fronteiras, v.9, n.1, pp.10-24, Jan/Jun 2009. http://www.curriculosemfronteiras.org/vol9iss1articles/1-fariafilho-bertucci.pdf
BICCAS, MAURILANE DE SOUZA; SALVADORI, M. A. B. . Narradores de Javé: perspectivas históricas para a abordagem da educação de jovens e adultos. Cinema e Ensino de História da Educação. 1 ed. Campinas: Alínea, 2013, v. 1, p. 80-101.

Dia 30 (Aula 5) – Fontes impressas: questões teóricas e metodológicas
a) Procedimentos metodológicos na análise de documento textual, Legislação
Bibliografia
FARIA FILHO, Luciano M. A legislação escolar como fonte para a história da educação: uma tentativa de interpretação. In: _____. (org.). Educação, modernidade e civilização. Belo Horizonte: Autêntica, 1998, p. 89-125.

Convidada – Profa. Ana Luiza Jesus da Costa - Feusp
História do Educar-se das Classes Trabalhadoras do Século XIX: apurar os ouvidos para o inaudito
COSTA, Ana Luiza Jesus. Fontes para uma história do educar-se das classes trabalhadoras no século XIX: sobre o apurar os ouvidos para o inaudito. In: MUNOZ, Fabiana, Garcia; MORAES, Felipe Tavares; MACHADO, Sandra Caldeira; ABDALA, Rachel Duarte; ALCANTARA, Wiara Rosa Rios. De madeiras e artes de fazer flechas: apontamentos teórico-metodológicos em história da educação. Taubaté: Casa da Cultura, 2016, p.277-296.Bibliografia complementar:

THOMPSON, E. P. Costumes em Comum: Estudos sobre a cultura popular tradicional. São Paulo: Companhia das Letras, 1998, p.86-149.

Outubro

Dia 07 (Aula 6) – Fontes impressas: questões teóricas e metodológicas. 
a) Fontes impressas como fonte e objeto de pesquisa

Bibliografia obrigatoria:
BICCAS, Maurilane. Roger Chartier: contribuições para a história da educação. In:. LOPES, Eliane Marta Teixeira; FARIA FILHO, Luciano Mendes (Orgs.). Pensadores sociais e a história da educação II. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2012, p. 269-296.
CHARTIER, Roger. Do livro à leitura. In: CHARTIER, Roger (org). Práticas da leitura. São Paulo: Estação Liberdade, 1996, p. 77-105.
CHARTIER, Roger. A ordem dos livros: leitores, autores e bibliotecas na Europa entre os séculos XIV e XVIII. Brasília: UNB, 1999, p.7-31.

Bibliografia Complementar:
CHARTIER, Roger. Entrevista ao Jornal Hoje em Dia. http://hojeemdia.com.br/almanaque/a-resposta-est%C3%A1-nos-nativos-digitais-diz-o-historiador-roger-chartier-1.408767

Dia 14 (Aula 7) – Fontes impressas: questões teóricas e metodológica
a) Fontes impressas: questões teóricas e metodológicas  (Revistas, Jornais) – Análise das fontes impressas na sua materialidade. 
Apresentação da pesquisa “O impresso pedagógico como estratégia de formação e de conformação do campo pedagógico em Minas Gerais: Revista do Ensino 1925-1940”, pela Profa. Maurilane de Souza Biccas.
BICCAS, Maurilane de. O impresso como estratégia de formação – Revista do Ensino de Minas Gerais (1925-1940). Belo Horizonte, MG: Argvmentvm, 2008, p. 15-31; 95-116.

Bibliografia Obrigatoria:
BICCAS, Maurilane de S. Impresso pedagógico como objeto e fonte para a História da Educação em Minas Gerais: Revista do Ensino (1925-1940). In.: MORAIS, Christiani; PORTES, Écio; ARRUDA, Maria Aparecida. História da Educação: ensino e pesquisa. Belo Horizonte: Autêntica, 2006, p.71-106.

Bibliografia Complementar
BICCAS, Maurilane de S. RODRIGUES, Elaine. Imprensa pedagógica e o fazer historiográfico: o caso da Revista do Ensino (1929 – 1930). Revista Acta Scientinarium.
 http://eduem.uem.br/ojs/index.php/ActaSciEduc/article/view/22666
CATANI, Denice B.; SOUZA, Cynthia P. A geração de instrumentos de pesquisa em história da educação: estudos sobre revistas de ensino. In: VIDAL, Diana G.; HILSDORF, Maria Lúcia S. (orgs.). Brasil 500 Anos: tópicas em história da educação. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2001, p. 241-254.
CARVALHO, Marta M. C. Uso do impresso nas estratégias católicas de conformação do campo doutrinário da pedagogia (1931-1935). Cadernos ANPEd, n. 7, dez. 1994, p. 41-60.
VIEIRA, Carlos Eduardo. Jornal Diário como fonte e como tema de pesquisa em história da educação: um estudo da relação da imprensa, intelectuais e modernidade nos anos de 1920. In.: OLIVEIRA, Marcus Aurélio Taborda. Cinco estudos em história e historiografia da educação. Belo Horizonte: Autêntica, 2007, p.11-40.
ZICMAN, Renée Barata. Historia através da imprensa: algumas considerações metodológica.
http://revistas.pucsp.br/index.php/revph/article/viewFile/12410/8995

Dia 21 (Aula 8) – Alguns procedimentos metodológicos na análise dos documentos impressos: os livros didáticos

Bibliografia obrigatoria:
CHOPPIN, Alain. História dos livros e das edições didáticas: sobre o estado da arte. Educação e Pesquisa, v. 30, n. 3, set./dez. 2004, p. 549-566.
CHOPPIN, Alain. O historiador e o livro escolar. História da Educação, n. 11, abr. 2002, p. 5-24.
BITTENCOURT, Circe M. F. Autores e editores de compêndios e livros de leitura (1810-1910). Educação e Pesquisa, v. 30, n. 3, set./dez. 2004, p. 476-491.

Bibliografia complementar:
MACIEL, Francisca I. P.; FRADE, Isabel C. S. Cartilhas de alfabetização e nacionalismo. In.: PERES, Eliane; TAMBARA, Elomar (orgs.). Livros escolares e ensino da leitura e da escrita no Brasil (séculos XIX-XX). Pelotas: Seiva, 2003, p. 27-51.
BATISTA, Antônio Augusto Gomes. O conceito do livro didático. In: Batista, Antônio Augusto Gomes; GALVÃO, Ana Maria De Oliveira.  Livros Escolares de leitura no Brasil: elementos para uma história. Campinas, SP: Mercado de Letras, 2009, p. 41-74.
MIRANDA, Sonia Regina; LUCA, Tania Regina de. O livro didático de história hoje: um panorama a partir do PNLD. Revista Brasileira de História, vol.24 no.48. São Paulo, 2004. http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S010201882004000200006&script=sci_arttext&tlng=es

Convidada – Profa. Andressa Cristina Coutinho Barboza 
Cartilha do Operário: alfabetização de adolescentes e adultos São Paulo (1920-1930)

Dia 28 (Aula 9) – Fontes impressas: questões teóricas e metodológicas 
a) As imagens como fontes para a história da educação: questões teóricas e procedimentos metodológicos

Bibliografia obrigatória
DUBOIS, Philippe. O ato fotográfico. Campinas: Papirus, 1993, p. 23-56.
KOSSOY, Boris. Realidades e ficções na trama fotográfica. São Paulo: Ateliê Editorial, 2000, p. 25-60; p. 127-142.
KOSSOY, Boris. Fotografia & História. São Paulo: Ateliê Editorial, 2001, p.35-50.

Convidada – Profa. Raquel Duarte Abdala - Universidade de Taubaté.  
ABDALA Raquel Duarte. Fotografias de e na escola: praticas do olhar e representações sociais. 
In: MUNOZ, Fabiana, Garcia; MORAES, Felipe Tavares; MACHADO, Sandra Caldeira; ABDALA, Rachel Duarte; ALCANTARA, Wiara Rosa Rios. De madeiras e artes de fazer flechas: apontamentos teórico-metodológicos em história da educação. Taubaté: Casa da Cultura, 2016, p.277-296.

Bibliografia complementar:
BURKE, Peter. Como confiar em fotografias. Folha de São Paulo. Mais! 4/02/2001, p. 13-14.
BURKE, Peter. Testemunha ocular: história e imagem [Fotografias e imagens; Cultura material através de imagens; A história cultural das imagens]. Bauru, SP: EDUSC, 2004, p. 25-41; p. 99-125; p. 225-238.
KOSSOY, Boris; CARNEIRO, Maria Luiza T. O olhar europeu: o negro na iconografia brasileira do século XIX. São Paulo: EDUSP, 2002, p. 173-191.

Novembro

Dia 04 (Aula 10) –  Fontes de cultura material: questões teóricas e metodológicas 
a) A cultura material como fonte para a história da educação: questões teóricas e procedimentos metodológicos

Bibliografia obrigatoria:
VIDAL, Diana. No interior da sala de aula: ensaio sobre cultura e prática escolares. Currículo sem fronteiras, volume 9, número 1, jan.jun., 2009 (http://www.curriculosemfronteiras.org/vol9iss1articles/2-vidal.htm).
SOUZA, Rosa Fátima. Templos de civilização: a implantação da escola primária graduada no estado de São Paulo (1890-1910). São Paulo: Ed. UNESP, 1998, p. 157-240.
Convidada - Profa. Wiara Rosa Rios - Unifesp
ALCANTARA, Wiara Rosa Rios. Patentes de carteiras: fontes para o estudo da emergência da indústria escolar em São Paulo (1889-1910).
In: MUNOZ, Fabiana, Garcia; MORAES, Felipe Tavares; MACHADO, Sandra Caldeira; ABDALA, Rachel Duarte; ALCANTARA, Wiara Rosa Rios. De madeiras e artes de fazer flechas: apontamentos teórico-metodológicos em história da educação. Taubaté: Casa da Cultura, 2016, p.277-296.

Bibliografia complementar:
SOUZA, Rosa Fátima. (Org.) Dossiê: A Cultura material na história da educação: possilidades de pesquisa. RBHE, n. 14 – maio-agosto, 2007, p. 11-95. 
BARRA, Valdenisa Maria Lopes. Possíveis relações entre aspectos materiais (espaço, mobiliário e utensílios), modos de organização da escola e intervenções de ensino. RBHE, n. 14 – maio-agosto, 2007, p. 15-36. 
SOUZA, Gizele de. Cultura escolar material na história da instrução pública primária no Paraná: notações de uma trajetória de pesquisa. RBHE, n. 14 – maio-agosto, 2007, p. 37. 68.
FISCARELLE, Rosilene de Oliveira e SOUZA, Rosa Fátima. Símbolos da excelência escolar: história e memória da escola pública inscrita nos troféus. RBHE, n. 14 – maio-agosto, 2007, p.68-95.

Dia 11 (Aula 11) - História do Tempo presente: questões teóricas e metodológicas 
Bibliografia obrigatoria:
HOBSBAWM, Eric J. O presente como história: escrever a história de seu próprio tempo. (Tradução do inglês: Heloisa Buarque de Almeida. Novos Estudos. CEBRAP. No.43, novembro, 1995 pp. 103-112.
DOSSE, François. História do tempo presente e historiografia Tempo e Argumento. Florianópolis, v. 4, n. 1 p. 05 – 22, jan/jun. 2012.
SIRINELLI, Jean-François. Este século tinha sessenta anos: a França dos sixties revisitada. Tempo, Rio de Janeiro, nº 16, pp. 13-33

Bibliografia complementar:
SARLO, Beatriz. Tempo passado: cultura da memória e guinada subjetiva. São Paulo: Companhia das Letras; Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2007. In. _______. Tempo presente: notas sobre a mudança de uma cultura. Rio de Janeiro: J. Olympio Ed., 2005. 238p.
PEREIRA, Mateus Henrique de Faria; MATA, Sérgio da. Transformações da experiência do tempo e a pluralizações do presente. In.: NICOLAZZI, Fernando; MOLLO, Helena Miranda; ARAUJO, Valdei Lopes de.(Orgs.). Aprender com a história? O passado e o futuro de uma questão.  Rio de Janeiro: Editora FGV, 2011. 256P
https://www.academia.edu/11326252/Transforma%C3%A7%C3%B5es_da_experi%C3%AAncia_do_tempo_e_pluraliza%C3%A7%C3%A3o_do_presente
FEREIRA, Marieta. História do tempo presente e a história Oral. Topoi, Rio de Janeiro, dezembro 2002, pp. 314-332. file:///C:/Users/maurilane/Downloads/topoi5a13.pdf
CARLOS FIC. História do Tempo Presente, eventos traumáticos e documentos sensíveis o caso brasileiro. Varia História, Belo Horizonte, vol. 28, nº 47, p.45-59, jan/jun 2012. http://www.scielo.br/pdf/vh/v28n47/03.pdf

Convidada – Profa. Claudia Lemos Vóvio – UNIFESP – Guarulhos - Da aproximação aos sujeitos em seu território à geração de dados. Tese de doutorado: Entre discursos Sentidos, práticas e identidades leitoras de alfabetizadores de jovens e adultos
http://repositorio.unicamp.br/jspui/bitstream/REPOSIP/269697/1/Vovio_ClaudiaLemos_D.pdf

Dia 18 (Aula 12) – História Oral: Questões teóricas e metodológicas.
Bibliografia obrigatoria:
FERREIRA, Marieta de Moraes. Desafios e dilemas da história oral nos anos 90: o caso do Brasil. História oral, nr. 1, 1998, p. 19-30.
VIDAL, Diana G. De Heródoto ao gravador: histórias da história oral. Resgate, Campinas (1): 77-82, jun.1990.
a) Construção e transcrição das entrevistas:
ALBERTI, Verena. História oral. A experiência do CPDOC. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1990, p.11-23.
MEIHY, José Carlos Sebe Bom. Manual de história oral. São Paulo: Edições Loyola, 1996, p. 51-61.
THOMPSON, Paul. A voz do passado. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992, cap. 3.
 
b) Os sujeitos da história oral 
BOURDIEU, Pierre. A ilusão biográfica. In: FERREIRA, Marieta de Moraes e AMADO, Janaína (org). Usos e abusos da história oral. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1996, p. 183-192.
PORTELLI, Alessandro. O que faz a história oral diferente. Projeto história, nr. 14, fev. 1997, p. 25-39.

Dia 25 (Aula 13) – História Digital: Questões teóricas e metodológicas

Bibliografia obrigatoria:
ALMEIDA, Fábio Chang de Almeida. O historiador e as fontes digitais:  uma visão acerca da internet como fonte primária para pesquisas históricas. Aedos. Num.8, vol. 3, Janeiro - Junho 2011. http://www.seer.ufrgs/aedos
SILVEIRA, Pedro Telles. As fontes digitais no universo das imagens técnicas: crítica documental, novas mídias e o estatuto das fontes históricas digitais. Antiteses. v. 9, n. 17, p. 270-296, jan./jun. 2016. http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/antiteses/article/viewFile/20595/19135

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Filme - Narradores de Javé

 



Narradores de Javé – Wikipédia, a enciclopédia livre


O filme brasileiro intitulado “Narradores de Javé” foi produzido em 2001 e foi dirigido por Eliane Caffé. Rodado no interior baiano, na cidade de Gameleiro da Lapa, o longa-metragem narra a história de um distante vilarejo chamado Javé que estava prestes a ser destruído por causa da construção de uma Usina Hidrelétrica. Seus habitantes, ao saberem da notícia, logo procuraram uma alternativa para que a pequena vila não fosse destruída.    

A solução encontrada pelos habitantes foi de escrever a história do vilarejo de Javé, que, por ter a maioria dos habitantes analfabeta, não possuía nenhum relato histórico documentado. Antônio Biá, por ser um dos poucos que sabiam ler, recebeu a missão de escrever o “livro Javérico”, que contaria toda a história do vilarejo baiano para que a região fosse considerada patrimônio histórico e cultural do país, impedindo assim o seu desaparecimento.

Elenco

https://www.youtube.com/watch?v=Trm-CyihYs8

Filme Jovem Karl Mark

cinema

https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2017/12/1946363-longa-sobre-karl-marx-jovem-e-conservador-mas-informativo.shtmlCRÍTICA

Longa sobre Karl Marx jovem é conservador, mas informativo

O JOVEM KARL MARX  (bom)
DIREÇÃO: Raoul Peck
ELENCO: August Diehl, Stefan Konarske, Vicky Krieps
PRODUÇÃO: Alemanha, França, Bélgica, 2017, 14 anos
Veja salas e horários de exibição.

*

É raro ver filme tão paradoxal quanto "O Jovem Karl Marx". Por um lado, essa biografia do Marx jovem filósofo, do momento em que encontra Friedrich Engels até a escrita do "Manifesto Comunista" (1848), trata personagens históricos à moda antiga, buscando colar rosto, corpo e gestos meramente verossímeis.

Nesse sentido, trata-se de empreitada conservadora ao extremo. Raoul Peck (do forte "Eu Não Sou Seu Negro" ) talvez tenha pensado, e não sem razão, que o didatismo ainda é a forma mais fácil de levar ao conhecimento de um público amplo momentos centrais da vida de grandes pensadores.

Pode ser. Costuma ser, também, a maneira mais fácil de fazer filmes perecíveis. E, francamente, embora seja possível deduzir que Marx tenha tido vida sexual satisfatória ao lado da mulher, vê-los a fazer amor (ainda que brevemente), é um pouco embaraçoso. Há outras situações menos eróticas e, no entanto, não menos constrangedoras.

No entanto existe outro lado tão forte quanto esse no filme. Estamos em plena Revolução Industrial. Nos países em que se passa a ação (Inglaterra, Alemanha e França), o processo de exploração do proletariado chega a níveis insuportáveis. E isso o filme mostra também: o trabalho infantil, as horas intermináveis, os salários infames...

Eis um retrato que, na pior das hipóteses, nos lembrará do que foi esse momento. É bem plausível a explicação de um capitalista: se eu não usar o trabalho infantil outros farão e eu perderei mercado.

Lembra algo? Lembra frases, explicações, medidas de política econômica ou outras muito recentes no mundo contemporâneo. O liberalismo, quer nos recordar Raoul Peck, não é tão diferente assim do neoliberalismo atual.

O filme trabalha aqui, e muito bem, a distância entre essa primeira Revolução Industrial e os vertiginosos momentos de transformação propiciados pela tecnologia contemporânea. E, no entanto, as pessoas largadas ao deus-dará ocupam as metrópoles e morrem de fome cercadas pela mesma indiferença dos capitalistas do século 19.

Assista ao trailer de "O Jovem Karl Marx"

A horas tantas, dirá um personagem (Marx? Já não lembro) que as coisas parecem muito mais sólidas no mundo do que realmente são.

Pode ser. Hoje certa marcha das coisas parece inelutável. Talvez não seja. Talvez seja isso que o filme pretende, afinal, dizer. Não seria pouco.

Daí "O Jovem Marx" ser um filme ao mesmo tempo muito bom e muito ruim. Estranho. Conservador, porém informativo. Nada incompetente, nem desprezível, de jeito nenhum.

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August Diehl como Marx em "O Jovem Karl Marx" (2017), de Raoul Peck
August Diehl como Marx em "O Jovem Karl Marx" (2017), de Raoul Peck